Lionel Messi já vestiu a camisa da Argentina 205 vezes, mas, ao longo de uma carreira que tantas vezes parecia mágica, nunca enfrentou a Inglaterra. Essa curiosidade da história está prestes a acabar na semifinal da Copa do Mundo de 2026, em Atlanta, onde o camisa 10 de 39 anos encara um desafio que pode dar o toque final a um legado já mítico. "Jogar contra a Inglaterra é obviamente especial, porque é uma potência, e jogos contra potências são sempre especiais", disse Messi após a vitória sobre a Suíça.

Primeiro duelo de Messi com a Inglaterra e a luta por um legado histórico

O técnico Lionel Scaloni tentou baixar a temperatura e insiste que é "só futebol". O meio-campista José Manuel López vê de outra forma e descreve o confronto como uma partida que carrega "muita história com muita dor". Esse peso emocional remonta ao polêmico encontro de 1966 e à epopeia mexicana de 1986, quando Diego Maradona, com a "Mão de Deus" e o "Gol do Século", deu à Argentina uma revanche simbólica e histórica sobre a Inglaterra. Messi já é dono dos recordes de gols e assistências em Copas do Mundo, mas uma vitória sobre a Inglaterra é a única lacuna que ainda resta em sua ficha. Oito gols em seis jogos neste torneio são a prova de que, aos 39 anos, ele segue em plena forma.

Primeiro duelo de Messi com a Inglaterra e a luta por um legado histórico

A história se repete. A semifinal em Atlanta não é apenas mais um jogo para Messi; é o clímax de uma odisseia profundamente pessoal. Se o México em 1986 girou inteiramente em torno de Maradona, o mundo todo agora espera pela aventura individual de outro argentino, um jogador que já encerrou todas as discussões sobre futebol, mas continua a um único passo da perfeição. Esta é a chance de conquistar, de uma vez por todas, o reconhecimento que o colocaria totalmente no mesmo patamar da lenda de seu ídolo, Diego.

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