Setenta e três gols por clube e seleção: foi assim que Harry Kane respondeu aos críticos, e o resultado é que o atacante de 33 anos se tornou o primeiro inglês a vencer a Bola de Ouro em 25 anos. Na cerimônia de 70 anos do prêmio, no teatro London Palladium, o centroavante do Bayern de Munique superou nomes como Kylian Mbappé e Lamine Yamal. Kane marcou 61 gols em 51 jogos pelo gigante alemão na temporada 2025/26 e fez mais 12 pela Inglaterra, com oito assistências somando as duas equipes. Ele conduziu o Bayern a uma tríplice coroa nacional e à defesa do título da Bundesliga, além de levar a Chuteira de Ouro europeia, que vai para o maior artilheiro das ligas do continente, e o prêmio de Atacante do Ano no masculino. Mesmo com números fenomenais, a vitória não escapou de críticas, porque Kane não ganhou a Champions League nem um título importante com a Inglaterra.

Kane acaba com jejum de 25 anos da Inglaterra e conquista a Bola de Ouro

Mbappé, do Real Madrid, ficou em segundo lugar no ranking da Bola de Ouro 2026, e Yamal, do Barcelona, em terceiro. Rodri foi o quarto, à frente de Lionel Messi, em quinto, e de Khvicha Kvaratskhelia, em sexto, enquanto Ousmane Dembélé, Erling Haaland, Michael Olise e Fabián Ruiz completaram o top 10 em sétimo, oitavo, nono e décimo, respectivamente. O futebol espanhol dominou as outras categorias masculinas: Yamal levou mais uma vez o prêmio de Jovem Talento do Ano, o goleiro da Espanha Unai Simón foi eleito Goleiro do Ano, e o técnico da seleção espanhola, Luis de la Fuente, ficou com o prêmio de Treinador do Ano, enquanto o Paris Saint-Germain foi coroado Clube do Ano no masculino.

Kane acaba com jejum de 25 anos da Inglaterra e conquista a Bola de Ouro

No futebol feminino, Alexia Putellas, que desde então trocou o Barcelona pelo London City Lionesses, da Women's Super League, conquistou a Bola de Ouro Feminina pela terceira vez, ficando à frente de Ewa Pajor, do Barcelona, e de Khadija Shaw, do Manchester City, e encerrando o reinado de três anos de Aitana Bonmatí. O título foi mais do que merecido: em sua última temporada no Barcelona, ela ajudou o clube a conquistar uma quádrupla coroa e foi eleita a Jogadora da Temporada na Champions League feminina, com sete gols e sete assistências na competição europeia. O Barcelona levou mais quatro prêmios nas categorias femininas: Vicky López foi escolhida Jovem Talento do Ano pelo segundo ano seguido, Cata Coll ficou com o de Goleira do Ano, Pere Romeu foi eleito Treinador do Ano e o próprio clube foi coroado Clube do Ano no feminino. O prêmio de Atacante do Ano no feminino ficou com Charlyn Corral, a atacante mexicana que joga no Pachuca.

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Kane acaba com jejum de 25 anos da Inglaterra e conquista a Bola de Ouro

Um dos momentos mais marcantes da noite foi quando o ponta do Arsenal Bukayo Saka recebeu o Prêmio Sócrates, que reconhece contribuições de destaque a causas sociais e humanitárias. Saka doou mais de 1.000 uniformes escolares a quatro escolas de Ealing, bairro do oeste de Londres onde cresceu, e entregou 100 pares de chuteiras a participantes da Street Soccer Academy, organização que combate a situação de rua entre jovens. Em parceria com a instituição de caridade Big Shoe, ele também ajudou a fornecer abrigo a famílias atingidas por terremotos na Turquia e no Marrocos. Ele financiou cirurgias que mudaram a vida de mais de 100 crianças na África, pagou check-ups médicos para mais de 580 crianças em Ruanda e levou água potável, uma biblioteca e um campo para a escola GSU Mbati, no país. "Gostaria de agradecer à France Football pela oportunidade de estar aqui esta noite para continuar chamando a atenção para essas causas que são tão importantes para mim", disse Saka ao receber o prêmio, antes de contar à plateia a história de um menino de 14 anos de Ruanda. A cerimônia terminou com um toque histórico: a 70ª edição foi a primeira realizada em Londres, em homenagem a Sir Stanley Matthews, vencedor da primeira Bola de Ouro, em 1956.