Temperaturas acima de 50°C dentro do cockpit já deixaram pilotos passando mal e precisando de atendimento médico. Antes do GP de Singapura, o francês Isack Hadjar, da Red Bull, pediu a proibição total dos coletes de refrigeração. "Acho que deveria ser banido... Era para ser difícil", disse Hadjar à imprensa, sem deixar dúvidas sobre a sua posição. O dispositivo faz circular fluido gelado por tubos embutidos em um colete à prova de fogo, mas muitos pilotos têm sérias dúvidas sobre a eficácia do sistema. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) criou a regra depois que vários pilotos quase desmaiaram com o calor insuportável no GP do Catar de 2023.

Pelas regras atuais, as equipes são obrigadas a instalar um sistema de refrigeração no carro quando o índice de calor passa de 31°C, mas o uso do colete fica a critério do piloto. Quem dispensa o colete precisa levar 0,5 kg extra de lastro no cockpit. Assim como Hadjar, Max Verstappen rejeitou o sistema porque ele limita seus movimentos, enquanto George Russell defende que o uso seja obrigatório. Na temporada passada, na corrida no Texas, a bomba do carro de Kimi Antonelli falhou, e água quente passou pelo colete, deixando o piloto com insolação.
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